terça-feira, 27 de julho de 2010

Sexta, 21 de maio de 2010 - Versão Leandrin

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Ao entrar no ônibus em direção a BH meu coração disparou e mil coisas passaram pela minha cabeça. Como ele era e se ele gostaria de mim pessoalmente. Se teria química, física, historia (rsrs)... Enfim tudo me passou pela cabeça...
A viagem passou e fui me acalmando, e quando chegue à rodoviária meu coração disparou novamente. Fiquei esperando uns 15 mim e nada dele me ligar nem mandar mensagem, foi quando pensei que tudo havia acontecido naqueles 2 meses on-line tinha sido uma grande piada...Comecei a formular uma desculpa pra chegar a casa da minha avó sem meu "amigo" e percebo 3 chamadas não atendidas no meu celular, sai a procurá-lo quando do ele me ligou novamente e ao atender diz que esta atrás de mim. Damos um abraço e começamos a conversar sobre outros assuntos. Perguntei a aonde iríamos e ele disse não saber e sugeri que fossemos a casa da minha avó diretamente. Foi quando começou toda a saga em busca do ônibus correto (rsrs) eu sabia o ônibus mas num tinha nem ideia de onde ficava o ponto, andamos dum lado e pro outro perguntando informações. mas ninguém sabia ¬¬'


     Enquanto tudo isso ocorria tinha medo de parecer frio e insensível por só conversar e falar sobre o ônibus. Voltamos à rodoviária já dispostos a pegar um táxi e pensei em ir no guichê pedir informações, ela nos informou, nos deu um mapa e partimos e quase 2 horas procurando o ponto kkk entramos no ônibus, e sentamos lado a lado. Ele olhou pra mim ergue a sobrancelha assim como fazia no skype, e meu coração disparou ficamos em silencio um tempo e me perguntou o que achei dele. Falei que ele era o que tinha visto no skype, mas q agora era em 3D e por enquanto sem touch screen rsrs) ele diz que achou de mim e ... Por algum motivo esse assunto morreu, e  ficamos em silencio. Hora do rush, carros engarrafados, corações desamparados (nossa pra que essa filosofia toda kkkk) ... tinha começado a achar que não tínhamos química, e que ele não gostou de mim pessoalmente. Quebrei o assunto busão, e comentei os assuntos paralelos que surgiram. Ele disse que era só descermos do ônibus que tudo seria diferente. Chegamos 2h depois, ou seja, passamos o dia no ônibus. Cheguei cumprimentei minha avó apresentei o Vinny, coloquei as malas no quarto fomos tomar café e aconteceu a cena mais constrangedora da viagem. Sentamos os três na mesa e o silencio dominava a cena, e começou aos poucos o interrogatório kkk de onde era e tal, e me deu conta que devíamos ter ensaiado nossa desculpa para nos conhecermos na viagem kkk tudo ocorreu certo embora um tentativa frustrada de comunicação pelos olhos tenha acontecido. Fomos pro quarto e decidimos nos arrumar pra ir à boate já que chegamos tarde. Fomos tomar banho (separados infelizmente rsrs), e depois tentei ligar pro meu primo que trabalha no BH shopping iríamos até lá e ele nos levaria até a Josefine. Tudo isso porque queríamos uma boate com uma mesa onde poderíamos conversar e nos pegar livremente kkk Tentamos descobrir pelo minha avó, pela internet e nada dava certo, foi quando o lado "dominador" do Vinny assumiu o comando kkk descobriu os ônibus mais ou menos e saímos... ao entrar no ônibus descobrimos que ele estava indo pro lado errado kkk E quando nos conformamos que passaríamos o dia sentado em ônibus o motorista nos trocou pro ônibus certo. E ao entrar no outro bus olho as horas e percebo que não chegaremos a tempo no BH shopping e é a vez do meu lado dominador assumir kkkk ,digo que passaríamos em frente a uma boate q já sabia como chegar. Onde tinah ido uma vez já e que mesmo sem as mesinhas da "pegação", iriamos nela mesmo...Ao chegar em frente a boate era cedo ainda e não tem quase ninguém lá ainda. Nos sentamos num banco e foi o primeiro momento que paramos o assuntos do ônibus e começamos a falar de nós. Ele se sentou de pernas cruzadas de frente pra mim eu de lado (idiota e indiferente como só eu sei ser ¬¬’...) sua mão acariciou lentamente, suavemente e lindamente meu joelho. Por mais simples que tenha sido foi, incrível. Não suportando ficar tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Sem poder lhe tocar, o convenci a entrarmos na boate. Entramos e mal deu tempo de dar uma olhada no 1° piso que era o único que conhecia já q da ultima vez que tinha ido o 2° piso tava fechado, ele me convidou a ir lá em cima. Ao chegar lá em cima e me deparo com as mesinhas quase morri de felicidade kkkk. Nos sentamos, ele se aproxima de mim pra me falar algo.E aconteceu uma cena que quero sempre me lembrar:


Vinny: O ruim é que com o barulho não dá pra conversar direito
Leandrin: Mas é bom que temos q falar bem pertinho do ouvido...
Vinny: é bom né? (com a um voz toda sexy)
Leandrin : aham (gemendo já kkk)

Nos Entreolhamos por alguns segundos e... O primeiro beijo aconteceu *_*



Depois abracei ele forte e ele me disse o quanto estava feliz, que me amava muito (meus olhos enchem de lagrimas só de lembrar) e eu disse o quanto o amava e que enfim estávamos juntos. Esse foi apenas o 1° dos muitos beijos que vieram depois, o único momento que lembro que parei beijá-los foi quando fui comprar refrigerante(rsrs). Nos beijávamos e nos acariciávamos e parecia não haver nada nem ninguém em volta só eu e ele..Só ele importava, queria apenas beijá-lo tocá-lo.

Saímos da boate pegamos um táxi até o ponto de ônibus e enquanto esperávamos no ponto de ônibus ele me rouba um beijo. Fiquei sem reação mais amei aquilo, tanto é que ao longo do finde sempre que possível lhe roubava um beijo (rsrs). No ônibus voltamos de mãos dadas e quando passamos por um trecho escuro retribui o beijo roubado. Voltamos e graças a mim paramos no ponto errado e tivemos que andar um pouco mais. De certa forma até isso foi bom, voltamos olhando as estrelas e ele passa o braço e andamos assim por um tempinho, e depois ele tirou o braço. Chegamos, comemos algo e fomos pro quarto. Lá sugeri colocar 2 colchões no chão e dormimos juntinhos, uma das clausulas do nosso "contrato" (rsrs). Eram 3 clausulas, beijo roubado já tinha ocorrido, dormir juntinho, e um abraço de urso que ocorreu só depois. Trocamos de roupa e momentos antes de apagar as luzes pra ir pra cama já estava em pânico (rsrs). Respirei fundo, apaguei as luzes e fui a seu encontro, ficamos nos abraçando e nos beijando, e o nervosismo me dominava ao mesmo tempo que queria ficava nervoso. Ele me diz que nada precisaria ocorrer. E me abraçou bem forte, fofo como só ele sabe ser. Foi quando tive certeza que com ele gostaria de estar, era ele que amava inteligente,carinhoso, sexy, gostoso e acima de tudo me respeitava. Não sei como podia me sentir nervoso mesmo ele sendo tão carinhoso e tão romântico, porem esse momento foi essencial para que me sentisse seguro e confortável com ele. Cumprimos o acordo, dormimos juntinhos, dormi com um anjo a meu lado não podia ser melhor. Foi o fim de um dia inesquecível que ficará marcado pra sempre em minha memória, mas era apenas o primeiro dia...

Sexta, 21 de maio de 2010 - Versão Vinny

Pra conhecerem melhor a história, nós vamos contar como foi o nosso primeiro encontro. Cada um tem a sua versão da primeira vez que nos vimos e é isso que vamos compartilhar.

Sabe quando você fica com o coração na mão e uma sensação de que sua vida nunca mais vai ser a mesma? É assim que eu estava da primeira vez em que eu fui pra BH. Não sabia o que ia me acontecer lá, mas só sabia de que iria roubar um beijo dele. Esse era o acordo.

Quando eu o vi primeiro eu fiquei pensando em como a gente ia começar o assunto que nos levou até lá, o nosso halfway. Afinal, ele mora em Divinópolis, eu moro no Rio de Janeiro. Nos conhecemos muito por acaso, como essas coisas que as pessoas dizem que é o destino, se é que ele existe. Foram dois meses conversando, trocando ideias, assuntos, opiniões, e a partir de um certo momento, olhares. Foram dois meses intensos em que nós só tinhamos a imagem que a webcam deixava passar através da conexão. Eu tinha que ir vê-lo, tinha que tirar esse sentimento a limpo. Já estava apaixonado, já tinha dito "Eu Te Amo" várias vezes e já tinha ouvido também. Mas faltava o pessoalmente, o cara a cara. Foi quando comecei a contagem mais doida da minha vida: a contagem para o momento em que ambos iríamos para o “Halfway”, o meio do caminho pra ambos.

Depois de nos encontrarmos, visivelmente com aquela aparência de “e agora?”, ficamos rodando pela cidade pra encontrar o caminho pra casa. Ele não sabia chegar lá, eu muito menos, mas a gente deu um jeito. No total, pra mim, foram 11 horas de viagens de ônibus até que a gente pudesse parar.

Já estava decidido que a gente iria para uma boate na mesma noite. A idéia era não ficar em casa por muito tempo. Quando fui me arrumar, eu me vesti pra chamar atenção, confesso. A roupa que eu estava, toda preta, foi comprada pensando nele. Depois de mais uma pequena enrolação sobre como chegaríamos lá, saímos de casa e fomos para a boate.

Caminhamos um pouco do ponto de ônibus até lá, mas ainda estava sem palavras sobre o que falar com ele. O assunto fugia um pouco, mas hoje eu sei que foi porque ambos estávamos pensando no que falar. Chegamos em um banco, na porta da boate, onde a gente fez um horinha pra entrar, mas a parada não poderia ter sido mais oportuna. É como se o vento gelado da noite tivesse nos dado a coragem necessária pra falar aquilo que a gente queria. A gente se olhou e naquele momento eu queria pegar na mão dele mais do que tudo, mas ainda estávamos do lado de fora. O banco foi o nosso momento de transição, dos melhores amigos de skype para o que seria o maior amor da minha vida.

Entramos na boate por volta das 23:30, demos apenas uma olhada no local. Ele queria algum lugar que tivesse mesas, pra gente ficar a vontade e não é que lá estavam elas, no segundo andar? Sentamos, a música estava alta, mesmo sendo só MPB, e essa foi a nossa desculpa pra falar perto do ouvido um do outro. A pouca distância da minha boca pra dele fez todo o trabalho. Quando vi, já estava beijando seus lábios, mais doces do que qualquer mel do mundo. Durante toda a noite foram poucas as vezes que paramos para falar ou dançar ou fazer outra coisa. Nunca beijei tanto alguém assim na mesma noite, direto, sem parar. Naquele momento eu sabia que era ele que eu queria. Tinha que lidar com a distância ainda, mas achei melhor deixar isso só para o último momento e aproveitar o fim de semana que eu tinha pela frente. O melhor da minha vida.

Na saída, ficamos de mãos dadas ainda um pouquinho na rua, até termos decidido pegar um taxi pra voltar pra casa. Eram 3 da manhã. Fomos apenas até um ponto de ônibus para pegar o ultimo que saía naquela noite. Foi no ponto de ônibus que eu roubei o beijo dele. Disse que eu ia roubar e roubei. No ponto tinha uma coisa esquisita, que até hoje não sei se era homem ou mulher, mas pegou o ônibus conosco e sentou atrás da gente. Lá, ficamos de mãos dadas, demos uns beijinhos, mas a viagem passou rápido. Descemos no ponto errado, e tivemos que andar mais um pouco até a casa da avó, mas também foi bom. Olhamos para o céu e vimos as estrelas. Momento romântico antes da noite romântica que continuaríamos a ter.

Quando voltamos pra casa, comemos alguma coisa, pois já era tarde, mas não fomos dormir. Ficamos abraçados a noite toda, nos beijando, nos acariciando, da forma mais linda e apaixonada. Sei que foi precipitado o que perguntei logo em seguida, quase quando estávamos dormindo. Mas não queria perder ele de vista por um detalhe bobo como a distância. Pedi a ele pra namorar comigo, ou pelo menos, tentar ver se a gente supera a distância. Passei a ser o homem mais feliz do mundo porque ele disse sim. Ficamos abraçados um pouco mais, afinal faz frio em Minas. Quando dormimos, eu parecia estar no paraíso. E estava mesmo. Esse era apenas o primeiro dia.