terça-feira, 27 de julho de 2010

Sexta, 21 de maio de 2010 - Versão Vinny

Pra conhecerem melhor a história, nós vamos contar como foi o nosso primeiro encontro. Cada um tem a sua versão da primeira vez que nos vimos e é isso que vamos compartilhar.

Sabe quando você fica com o coração na mão e uma sensação de que sua vida nunca mais vai ser a mesma? É assim que eu estava da primeira vez em que eu fui pra BH. Não sabia o que ia me acontecer lá, mas só sabia de que iria roubar um beijo dele. Esse era o acordo.

Quando eu o vi primeiro eu fiquei pensando em como a gente ia começar o assunto que nos levou até lá, o nosso halfway. Afinal, ele mora em Divinópolis, eu moro no Rio de Janeiro. Nos conhecemos muito por acaso, como essas coisas que as pessoas dizem que é o destino, se é que ele existe. Foram dois meses conversando, trocando ideias, assuntos, opiniões, e a partir de um certo momento, olhares. Foram dois meses intensos em que nós só tinhamos a imagem que a webcam deixava passar através da conexão. Eu tinha que ir vê-lo, tinha que tirar esse sentimento a limpo. Já estava apaixonado, já tinha dito "Eu Te Amo" várias vezes e já tinha ouvido também. Mas faltava o pessoalmente, o cara a cara. Foi quando comecei a contagem mais doida da minha vida: a contagem para o momento em que ambos iríamos para o “Halfway”, o meio do caminho pra ambos.

Depois de nos encontrarmos, visivelmente com aquela aparência de “e agora?”, ficamos rodando pela cidade pra encontrar o caminho pra casa. Ele não sabia chegar lá, eu muito menos, mas a gente deu um jeito. No total, pra mim, foram 11 horas de viagens de ônibus até que a gente pudesse parar.

Já estava decidido que a gente iria para uma boate na mesma noite. A idéia era não ficar em casa por muito tempo. Quando fui me arrumar, eu me vesti pra chamar atenção, confesso. A roupa que eu estava, toda preta, foi comprada pensando nele. Depois de mais uma pequena enrolação sobre como chegaríamos lá, saímos de casa e fomos para a boate.

Caminhamos um pouco do ponto de ônibus até lá, mas ainda estava sem palavras sobre o que falar com ele. O assunto fugia um pouco, mas hoje eu sei que foi porque ambos estávamos pensando no que falar. Chegamos em um banco, na porta da boate, onde a gente fez um horinha pra entrar, mas a parada não poderia ter sido mais oportuna. É como se o vento gelado da noite tivesse nos dado a coragem necessária pra falar aquilo que a gente queria. A gente se olhou e naquele momento eu queria pegar na mão dele mais do que tudo, mas ainda estávamos do lado de fora. O banco foi o nosso momento de transição, dos melhores amigos de skype para o que seria o maior amor da minha vida.

Entramos na boate por volta das 23:30, demos apenas uma olhada no local. Ele queria algum lugar que tivesse mesas, pra gente ficar a vontade e não é que lá estavam elas, no segundo andar? Sentamos, a música estava alta, mesmo sendo só MPB, e essa foi a nossa desculpa pra falar perto do ouvido um do outro. A pouca distância da minha boca pra dele fez todo o trabalho. Quando vi, já estava beijando seus lábios, mais doces do que qualquer mel do mundo. Durante toda a noite foram poucas as vezes que paramos para falar ou dançar ou fazer outra coisa. Nunca beijei tanto alguém assim na mesma noite, direto, sem parar. Naquele momento eu sabia que era ele que eu queria. Tinha que lidar com a distância ainda, mas achei melhor deixar isso só para o último momento e aproveitar o fim de semana que eu tinha pela frente. O melhor da minha vida.

Na saída, ficamos de mãos dadas ainda um pouquinho na rua, até termos decidido pegar um taxi pra voltar pra casa. Eram 3 da manhã. Fomos apenas até um ponto de ônibus para pegar o ultimo que saía naquela noite. Foi no ponto de ônibus que eu roubei o beijo dele. Disse que eu ia roubar e roubei. No ponto tinha uma coisa esquisita, que até hoje não sei se era homem ou mulher, mas pegou o ônibus conosco e sentou atrás da gente. Lá, ficamos de mãos dadas, demos uns beijinhos, mas a viagem passou rápido. Descemos no ponto errado, e tivemos que andar mais um pouco até a casa da avó, mas também foi bom. Olhamos para o céu e vimos as estrelas. Momento romântico antes da noite romântica que continuaríamos a ter.

Quando voltamos pra casa, comemos alguma coisa, pois já era tarde, mas não fomos dormir. Ficamos abraçados a noite toda, nos beijando, nos acariciando, da forma mais linda e apaixonada. Sei que foi precipitado o que perguntei logo em seguida, quase quando estávamos dormindo. Mas não queria perder ele de vista por um detalhe bobo como a distância. Pedi a ele pra namorar comigo, ou pelo menos, tentar ver se a gente supera a distância. Passei a ser o homem mais feliz do mundo porque ele disse sim. Ficamos abraçados um pouco mais, afinal faz frio em Minas. Quando dormimos, eu parecia estar no paraíso. E estava mesmo. Esse era apenas o primeiro dia.

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