Acordamos, visivelmente cansados, apenas algumas horas depois. Eu fui pra sala pra assistir televisão, estar ali naquele ambiente me deixava um pouco desconfortável. Afinal, eu estava na casa dos parentes dele e não conhecia ninguém ali, e eles não sabiam de nós. Mas mesmo na sala, quando eu estava no sofá, e ele em outro sofá mais longe, ele era fofo. Ficava me olhando de longe, me lançando beijos e olhadas lindas, e eu sabia que a vontade dele era de chegar mais perto, assim como a minha também era. Porém, a casa estava muito cheia de gente, para fazermos isso.
Passamos o início da tarde assim, trocando olhares e um ou outro beijo esporádico. A idéia para aquele dia era que assistíssimos a um filme e depois iríamos voltar para a nossa boate – aquela do dia anterior que ficou pra sempre marcada na minha memória. Quanto ao cinema, ele tinha que conhecer esse meu lado, saber como é ir no cinema comigo (rs). Depois de mais uns momentos de sufoco para achar o ônibus certo para chegar no shopping, finalmente saímos de casa e dessa vez não foi tão estranho estar no mesmo ônibus que ele. Sabíamos que a noite anterior tinha dito tudo o que queríamos saber.
Quando chegamos no shopping, fomos direto comprar os ingressos do filme – Fúria de Titãs – e depois demos umas voltas pelas lojas. Vimos algumas roupas, conversamos um pouco, mas eu queria mesmo sentar em algum lugar e conversar com ele. Foi na praça de alimentação, com dois copos de refrigerante, que a gente conversou. Colocamos os pontos de vista de cada um ali, e assumimos o nosso namoro como uma das tarefas mais difíceis que iríamos realizar, mas que valia a pena. Eu sabia naquele momento que era loucura, mas eu estava totalmente “I don’t care!” naquela hora. Não me importava quantas viagens eu iria ter que fazer pra BH, eu queria namorar com ele. E se ele estivesse de acordo com a loucura toda, eu iria me esforçar pra isso acontecer. E foi o que aconteceu, ele concordou. Conversamos também sobre o porque ele estava nervoso no dia anterior e eu deixei bem claro que só iria acontecer o que ele quisesse. Não fui ali atrás de outra coisa, a não ser o coração dele.Quando entramos no cinema, achamos que iríamos ficar mais à vontade, mas filme em estréia sempre lota cinema. Por sorte, o filme ajudou sendo um saco, e eu pude curtir muito mais as minhas mãos dadas com as dele, acariciando e fazendo massagem, praticamente o filme inteiro. Algumas pessoas olharam (ele jura que o cara na poltrona de trás chutou a dele), mas a gente tinha ligado o “foda-se” ali. Eu, particularmente, estava pronto para comprar uma briga com quem fosse. Uma hora, quando a cena no filme ficou mais escura, aproveitei para beijá-lo, e quebrei mais um paradigma meu. Geralmente não sou de namorar no cinema, mas era irresistível ver aquela carinha dele pedindo e eu não fazer nada. Beijei mesmo, e ai de quem reclamasse.
O filme acabou e nós voltamos para o shopping. O filme foi péssimo, embora a sessão tivesse sido ótima, mas não ótima o suficiente para nos fazer descansar. Estávamos cansados do dia anterior, a gente quase não tinha dormido e estávamos com fome. Não ia ter boate, quem sabe no dia seguinte. Conversamos mais um pouco, dissemos “Eu te amo” várias vezes e voltamos pra casa, de táxi, já que ficamos perdidos com relação ao ônibus de novo (rs).
Chegamos em casa, fomos direto pro quarto, e eu achei que pelo menos eu iria trocar de roupa. A minha surpresa foi que ele me atacou direto, assim que a gente chegou, acho que só deu tempo de tirar o tênis e o casaco. Aquele foi o princípio do que foi uma noite incrível. O que tinha acontecido com ele, eu não sei, mas ele estava outro, transformado, como se os medos dele tivessem ido embora. Ficamos agarrados, abraçados, nos beijando e trocando os carinhos e amassos mais gostosos da minha vida. Estava impressionado com o quanto ele sabia ser gostoso, mesmo sem nenhuma experiência. Experiência essa que deveria estar comigo, mas naquele momento não sabia muito bem o que fazer. Ele me deixava sem ar, sem o que pensar, e eu ainda tinha que pensar em fazer tudo com carinho, deixando ele à vontade, já que era a primeira vez dele.
Perguntei se ele estava pronto para avançar, se era o que ele queria. Ele disse sim. Começamos e tudo foi muito bom. Foi mágico e foi mais fácil do que eu esperava. Acho que ele estava bem mais relaxado do que o dia anterior, o que facilitou as coisas. Não vou entrar em detalhes do que aconteceu, prefiro manter isso na minha memória, porque certamente faremos de novo. Mas foi a melhor experiência da minha vida, sem nenhuma dúvida. Porque foi feito com amor, o mais sincero e puro amor que eu já dei e recebi. Foi fantástico. Todas as quatro vezes.Ficamos abraçadinhos, e conversamos mais um pouco, uma das vezes numa das posições que eu mais gostei. Eu sentei encostado na parede e ele ficou no meu colo, deitado na minha frente. Foi lindo. Ele é lindo. Dormimos mais cedo, mas acordamos várias vezes à noite. Descansamos bastante, depois de termos nos cansado mais ainda (rs). E esse foi o segundo dia. Só tinha mais um pela frente, mas fiquei impressionado como estava passando devagar.
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